
Vasculhando minha memória, percebi que somente uma banda até hoje me contagiou a alma. Chamava-se INXS, uma banda australiana fenomenal. Foi em 1988 com sete anos que ouvi a primeira musica. Em 1991 delirei no sofá quando eles vieram ao Brasil (Rock in Rio). Não devo negar que quando fiquei mocinha foi o vocalista que mexia comigo. Michael Hutchence, ele possuía uma das vozes mais incríveis do mundo, entonação, timbre perfeitos. Era um homem lindo, perfeito, cabelos castanhos e cacheados, olhar penetrante, enfim pra mim ele era o cara. No dia 22 de novembro de 1997, eu estava terminando os ajustes do meu vestido de formatura quando ouvi na rádio o anúncio quase inacreditável de sua morte precoce aos 37 anos. Eu, uma piralha de 17 anos, nada podia fazer a não ser chorar a morte de um ídolo que marcou minha adolescência. No rádio tocava "Baby don't cry", e eu sentia que era como se o próprio Hutchence me falasse "Garota, não chore!".
De sua morte nada ficou esclarecido, até hoje fãs se perdem em três possíveis causas: Assassinato, suicídio, asfixiofilia. Mas, creio que de nada adianta, pois ele já se foi, a nós resta a saudade e a esperança de que sua única filha reconheça o amor que ele a devotava.
Michael, onde quer que você esteja, que você enfim, esteja em paz. Que você sinta nossa vibração de carinho e afeto eternos por você!


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